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Carta aos Artistas (Papa João Paulo II) "Quando falamos em liturgia estamos incluindo os sacramentos, sacramentais, celebração da palavra, cultos, missas - não resta dúvida de que a liturgia eucarística (missa) acaba atingindo maior proporção, uma vez que é o sacramento mais vivenciado pelos cristãos católicos. O povo gosta da missa, ouve-a pelo rádio ou a ela assiste pela televisão. " Fonte: Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida Momentos da MissaSímbolos LitúrgicosOs Cantos LitúrgicosOs Cores LitúrgicasMomentos da Missa
Entrada Veja a importância deste canto: Ele deve marcar toda a celebração. Não se esqueça disso! É a primeira expressão de alegria dos irmãos que se encontram. Deve marcar a união e a alegria de um povo em festa. Alguns toques importantes: - Procure colocar uma música que tenha a ver com o tema do dia (em especial com o Evangelho). - É interessante que toda a assembléia cante, por isso cuidado com músicas inéditas. Neste caso é interessante um ensaio antes da missa, de modo que todos aprendam bem a música. Outra sugestão seria a utilização de folhetos. Ato Penitencial Não é necessário que este canto seja muito "Florido". A simplicidade é a melhor forma de expressar o arrependimento. A musica deve lembrar-nos que somos pecadores e precisamos da misericórdia de Deus. Glória Não trata-se de um hino trinitário como muitos pensam (louvor ao Pai, Filho e Espírito Santo). Mas o correto é que nesse momento se louve ao Pai e ao cordeiro. Aqui temos uma fórmula que é importante que seja seguida: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por ele amados. Salmo Este deveria ser um canto sempre cantado e nunca pronunciado nas celebrações eucarísticas. Pode se interpretado por um solista e o refrão cantado pelo povo. É um canto de resposta à primeira leitura e sua entonação varia de acordo com o momento do salmo. Um ponto importante: O solista (ou cantor) deve ter uma boa dicção, pois é importante que a assembléia ouça bem o que é dito. No momento das estrofes os instrumentos podem ser tocados com suavidade e deixar a "pegada mais forte" na hora do refrão. Vemos em alguns lugares que o Salmo costuma ser substituído por um canto de reflexão que seja bonito. Não quero dizer que é absolutamente errado, mas procure seguir a liturgia: o ideal é cantar o SALMO do dia, ok? Pois, como dito acima, é nossa resposta à Palavra de Deus que acabamos de ouvir na primeira leitura. Evangelho Esse canto não deve ser muito longo, pois acompanha a procissão da bíblia ou evangeliário até a mesa da palavra. A fórmula aqui é o "Aleluia", que é uma aclamação pascoal a Cristo, o Verbo de Deus. Devemos tomar cuidado para não introduzirmos o Aleluia na Quaresma e no Advento. Nestes períodos já existem músicas apropriadas. Ofertório É um dos cantos mais antigos da missa. E veja bem: ele é importante, mas o menos importante entre os cantos da missa. Sempre é bom cantá-lo, no entanto, se for omitido não haverá problema algum. E aí vale uma dica preciosa também: independente deste canto ser cantado procure prestar atencão neste momento. Não fique preso somente aos folhetos e partituras. Veja toda a riqueza que acontece: o sacerdote oferecendo ao Pai todos os dons e ofertas. Quanto misterio diante dos nossos olhos! Por isso, aproveite para oferecer toda a sua vida e seu ministério a Deus enquanto você toca ou canta. Observação importante: Não deve ser um canto muito prolongado. O ideal e que se termine quando o sacerdote estiver pronto para fazer as orações. Santo É A MAIOR ACLAMAÇÃO DA MISSA E PODE-SE DIZER QUE É O PRIMEIRO CANTO EM ORDEM DE IMPORTANCIA. Relembra "aquele domingo" quando Jesus era recebido com louvores, palmas, cantos e ramos em Jerusalém e gritos de "HOSANA AO FILHO DE DAVI!". Quando possível, deve ser solene e cantado, pois assim ganhará mais autenticidade a sua dimensão de aclamação. Pai Nosso O Pai Nosso não é canto, mas nada impede que seja cantado. Lembrando que deve-se respeitar o texto bíblico da oração. Abraço da Paz Deve ser uma musica que lembre a união, a fraternidade, à paz a alegria. Importante:O canto deve terminar assim que o sacerdote retornar ao altar. Cordeiro O principal aqui é não esquecer a "fórmula", que é: Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós.(2x) Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, dai-nos a paz. Em algumas missas este canto é omitido, porém cantá-lo é de grande valor. Comunhão É entoado enquanto o sacerdote e os fiéis recebem o Sacramento. Ele exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e torna mais fraterna a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo. O canto começa quando o sacerdote comunga, prolongando-se enquanto os fiéis recebem o Corpo de Cristo. (AVLB) AVLB - Animação da Vida Litúrgica no Brasil, na CNBB (doc. 43) Ação de Graças Momento de interiorização e encontro com Deus. Podes ser omitido (e o ideal é que se fizesse alguns momentos de silêncio). No entanto, podemos tocar uma música suave e que realmente leve-nos ao coração de Deus. Final De preferência deve ser um canto alegre, pois é um canto que nos encoraja para a semana e nos dá a missão de evangelizar durante a semana. Se possível, que seja um canto que fale do tema principal deste missa. Assim, os fiéis reforçarão em suas mentes tudo aquilo que foi vivido na Santa Missa. Importantíssimo:Não use deste momento para dar shows à parte. Alguns ministérios perdem o foco nesse momento e gostam de "enfeitar" mais do que devem. Lembre-se que muitas pessoas ainda estão em clima de oração dentro da Igreja. Voltar Símbolos Litúrgicos
Altar: Representa a mesa do Senhor, que Jesus com seus discípulos usaram para celebrar a Ceia na Quinta-feira, no Cenáculo, em Jerusalém; na mesa Jesus colocou o seu próprio Corpo em forma de Pão e vinho como alimento para todos. Hóstia Grande: É grande para que possa ser vista por todos os participantes, quando o padre apresenta após a consagração e na hora da Comunhão e diz: "Eis o Cordeiro de Deus..." Hóstia Pequena (partículas): As hóstias que são consagradas para a comunhão dos fiéis. Cálice: É um dos objetos mais importantes usados na celebração Eucarística. nele se deposita o vinho que vai ser consagrado. Portanto, depois da consagração, contém o Sangue do Senhor. Patena: É um pequeno prato bem raso. Recebe o Pão para o oferecimento no ofertório. Âmbula: Um cálice com tampa para as hóstias consagradas a serem distribuída aos fiéis e para guardar as hóstias consagradas no Sacrário após a Missa. Sanguíneo: Um paninho branco que o celebrante utiliza para enxugar o interior do cálice. Pala: Um quadrado pequeno de cartolina dura coberta de pano branco e que serve para cobrir o cálice. Galhetas: Duas pequenas garrafinhas para o vinho e a água. Manustérgio: Toalha usada pelo sacerdote para enxugar as mãos, na celebração. Corporal: É Uma espécie de toalhinha quadrada que fica no centro do altar. Chama-se corporal porque sobre ela se coloca a Hóstia Consagrada, que é o Corpo do Senhor. Velas: As velas tem um valor simbólico. Significam a luz da fé que nós Cristãos recebemos do Cristo no Batismo. Cristo é a luz do mundo. Crucifixo: É um objeto importante na Celebração Eucarística, porque recorda o Sacrifício Redentor de Jesus que não pode ser separado da Ceia. Água: Deve ser natural na liturgia. O Sacerdote usa para lavar as mãos e coloca uma gota (d'água) no calice no momento do ofertório. Vinho: Deve ser puro, de uva. Será transformado no Sangue de Cristo. Túnica: Como oficiante do culto Divino, aquele que fica à frente, o sacerdote (o padre) coloca vestes próprias que distinguem das outras pessoas da celebração. Estola: É uma faixa colocada ao pescoço e separada da túnica. Ela significa o poder e a autoridade do Sacerdote. A cor da estola acompanha o Tempo Litúrgico. Existem quatro cores: branca, verde, vermelha e roxa. Por exemplo: No tempo de Advento e da Quaresma a cor da estola é roxa em sinal de Penitência. Toalha: Deve cobrir toda a mesa. Flores: Para ornamentar o altar. Pode ser colocadas entre as velas. Bíblia: Palavra de Deus para transformar a nossa vida. Por Ela, temos conhecimento da necessidade de participar da Missa. Tudo o que acontece, aconteceu está comprovado através da Bíblia, o instrumento do Cristão. Voltar Os Cantos Litúrgicos
Não é qualquer canto, mesmo que ele seja litúrgico, que serve para qualquer celebração. Se o canto é parte integrante da celebração, é preciso levar em conta:
a) TEMPO LITURGICO: Se estivermos no advento, os cantos deverão falar de nossa ansiosa espera pela vinda do Senhor. Na Quaresma, época em que nos preparamos para a Páscoa, os cantos terão outro conteúdo. Deverão expressar de modo especial, penitencia e desejo de conversão. No Natal cantamos o Mistério da Encarnação, na Páscoa, a Redenção, e assim por diante. b) FESTAS LITURGICAS: A escolha dos cantos deve também levar em conta o tipo de celebração. Os cantos para Casamento serão diferentes dos cantos para velório ou para batizado. Em cada um destes casos, os cantos deverão expressar a idéia daquilo que se celebra. c) MOMENTOS DA CELEBRAÇÃO: Cada momento da celebração tem sentido próprio. Os cantos devem ser escolhidos conforme o sentido de cada momento celebrativo. O canto em cada momento tem uma função litúrgica que explica o significado do momento e uma função ministerial, que revela o objetivo do canto (cf CNBB ESTUDOS, nº 12, pág 12). Vale a pena conhecer esse documento-estudo da CNBB. Chama-se 12-Estudos sobre os cantos da missa Voltar As Cores Litúrgicas
Não podemos nos descuidar das cores próprias da liturgia. Muitas vezes caímos em erros que poderiam ser evitados. Como símbolos próprios, as cores caracterizam o Tempo Litúrgico da Igreja.
ROXO: Tempo de Advento e Quaresma. Convite à conversão, cor da libertação e um convite ao acolhimento. VERDE:Tempo Comum. Sinal de vida, vitalidade e um convite ao cristão a produzir frutos. 1º Período até a quarta feira de Cinzas. 2º Período após Pentecostes. BRANCO: Tempo de Natal. Cor da esperança de uma vida nova VERMELHO:Festa dos Mártires, Festa de Pentecostes. Nos convida a generosidade extrema do cristão, à doação dos Dons e abundância da vida. Voltar |