Pregação:



Seminário de vida no Espírito, com o tema: Fé e Conversão
Grupo de Oração "Luz Divina", paróquia Nossa Senhora Aparecida, Jd.Bandeirantes.
  


Fé e Conversão

Uma conversão verdadeira só acontece com aquele que tem fé ou para aquele que se compromete a ter uma.
E sem a fé só teremos conversões passageiras.

E por que eu preciso de fé para me converter?
Porque sem fé é impossível agradar a Deus. (cf. Hb 11,6)
Sem a fé não acreditaremos nas realidades espirituais e corremos um sério risco de duvidar de Deus.

Conversão é mudança de vida. E para quê mudar de vida? Para ter uma vida nova em Cristo. Para quem é de caminhada é fácil entender e aceitar isso, basta apenas um "renovo" em sua fé, mas para quem não é da caminhada é preciso "provar" que precisamos de conversão. As pessoas podem se converter de diferentes formas, mas a melhor forma de convencer alguém é dando nosso próprio testemunho, ou seja, mostrando que a vida que eu levo em Cristo vale a pena.

Se eu oro para que alguém se converta, se eu quero muito que alguém mude de vida e se endireite é preciso que ele veja em mim a alegria que eu sinto em seguir a Deus. Mas é preciso saber que, com isso eu serei observado, minha fé será provada e minha entrega precisa ser absoluta.

Se a nossa conversão é verdadeira, com certeza chamaremos a atenção. As pessoas olharão para nós e perceberão que algo diferente aconteceu em nossas vidas. Elas vão querer saber o que aconteceu e porque somos assim, "diferentes". E justamente nessa hora que entramos com a Palavra de Deus, apresentamos Jesus e começamos um trabalho de conversão na vida dos irmãos.

A conversão não acontece uma única vez, do tipo: "Eu me converti e agora sou de Deus. Não preciso mais de conversão"
Não é assim! A conversão deve acontecer diariamente em nossas vidas. Nós vamos nos convertendo até o dia em que estaremos no céu.

Aquele que se considera plenamente convertido não tem mais o que corrigir, podendo até mesmo dizer que atingiu a perfeição. Ou seja, não teria o porque de ir atrás dos sacramentos, como a eucaristia ou a confissão. Para quê então participar da missa e receber a comunhão? Isto é um absurdo, pois todos nós precisamos de conversão, mesmo aqueles que estão na igreja, que são coordenadores, líderes ou que de alguma forma trabalham à serviço da evangelização.



Experiência pessoal

Vou citar duas experiências: na primeira para alguém que não era da Igreja e agora está tendo seu "querigma", ou seja, seu primeiro encontro, sua primeira experiência com Cristo Jesus. Na segunda experiência falarei diretamente aqueles que já estão na caminhada, mas que precisam de uma injeção de ânimo no seu servir.

1. Primeira conversão:
Conversão de Paulo (At 9)

Aqui quero citar não simplesmente aqueles que perseguem a Igreja, como Paulo fazia, mas que em determinado momento de sua vida Jesus precisou "parar" bruscamente tudo o que acontecia para que você "desse ouvidos" a Ele.
Paulo não esperava por Jesus, muito pelo contrário, ele perseguia a Igreja, prendia os cristãos e apoiava a morte deles. Ele estava indo para cidade de Damasco, justamente atrás dos cristãos, mas Jesus o "pegou" primeiro. E quando Jesus nos pega de jeito.... não tem escapatória: somos dele para sempre!

Dentre tantos aspectos, talvez Paulo perseguisse a Igreja porque a alegria dos cristãos o incomodava. Aquela nova vida o desconcertava. Não era possível acreditar na ressurreição de alguém que tinha sido morto em uma cruz daquele jeito (como foi Jesus).

Paulo não queria saber de brincadeira. Ele estava ali para prender, para matar, tinha ódio em seu coração e todo o seu entendimento não estava aberto à graça maior, que era a ressurreição de Jesus.

Algumas pessoas fazem questão de dizer que estão convertidas e que agora conheceram Jesus, mas vejam que interessante: ao falar de sua conversão, Paulo nem usa o termo "conversão". Prefere dizer que recebeu uma visão ou "revelação" de Jesus Cristo (cf. Gl 1,12 e também em 1Cor 9,1; 15,8-10)

2. Segunda conversão
A conversão de Jonas, que recebeu do Senhor a ordem de ir até a cidade de Nínive, mas que desobedeceu e foi para Társis.
Assim somos nós da Igreja, que muitas vezes recebemos ordens do Senhor, mas que desobedecemos, vamos ao sentido contrário.
O Senhor nos chama hoje a enfrentar a Nínive que está diante de nós.
Se estamos nos convertendo a cada dia podemos ir adiante, sem medo, pois o Senhor está conosco.

Se muitos ainda não estão convertidos é por conta dos pregadores, que muitas vezes pregam apenas da boca pra fora. Não vivem a santidade, não mortificam a carne, não rezam, não dão testemunho.
Nós já estamos cheios de pregadores de papo. É preciso pregadores com a linguagem do fogo do Espírito. Que desperte nas pessoas o reavivamento. Que as pessoas ao ouvirem suas mensagens sejam tocadas, sejam abrasadas e sintam-se diferentes, sabendo que suas vidas serão restuaradas.
Já estamos cansados de promessas e pregações mornas. O que for morno vai ser vomitado, afinal não é o que diz a Palavra em Apocalipse.
De boas intenções o inferno está cheio. Queremos compromisso com a verdade porque muitos serão levados pela palavra que pregarmos.
Viver uma fé autêntica e experimentar a conversão a cada dia é isso: é pregar com a vida.
Vem ó Espírito Santo!!


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